Agricultura de Precisão
Conheça os usos do milheto e os cuidados para cultivá-lo
O milheto tem conquistado espaço no agronegócio por sua versatilidade e adaptação a diferentes sistemas de produção. Pode atender a objetivos distintos na agricultura e na pecuária.
Conhecido cientificamente como Pennisetum glaucum, o milheto é uma gramínea anual originária da África e da Ásia, adaptada a climas tropicais e subtropicais.
As plantas têm colmos eretos, folhas largas e ciclo de 60 a 120 dias, conforme a variedade e o ambiente. As raízes profundas ajudam a absorver água e nutrientes.
Na pecuária, o milheto pode ser oferecido como forragem verde, feno ou silagem. Seu valor nutritivo e sua digestibilidade favorecem o uso na alimentação de bovinos, ovinos e caprinos.
O pastejo direto é comum em sistemas extensivos. A forragem de milheto também pode contribuir para a suplementação alimentar do rebanho, conforme o manejo adotado na propriedade.
Antes do plantio, recomenda-se corrigir a acidez com calcário e definir a adubação com base em análise de solo, considerando nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio.
O milheto deve ser semeado em solo bem drenado e, de preferência, em áreas livres de plantas daninhas. Assim, reduz-se a competição durante o estabelecimento da cultura.
O milheto tem ciclo mais curto e tolera melhor solos pobres e seca. O sorgo pode produzir mais em solos férteis; o milheto se destaca na cobertura do solo e na forragem rápida.
A expansão do milheto esbarra na falta de informação técnica, no acesso limitado a sementes certificadas e em dificuldades de manejo integrado de pragas, além da concorrência com culturas tradicionais.
Diferente do milho, o milheto se destaca pela tolerância à seca e pelo ciclo rápido. Avaliar clima, solo e objetivo de produção ajuda o produtor a decidir se a cultura é adequada.
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