Agricultura de Precisão
O semiárido reúne condições para produzir uma fruta hoje importada
O consumo de tâmara no Brasil cresce, mas a oferta ainda depende totalmente de importações. Essa diferença abre espaço para avaliar a produção nacional, sobretudo em regiões de clima adequado.
A tamareira, Phoenix dactylifera, pode viver mais de 60 anos e chegar a 20 metros. Suas tâmaras são consumidas frescas, secas ou processadas e têm alto valor agregado.
O semiárido nordestino tem calor, baixa umidade e períodos secos, características próximas às regiões tradicionais de cultivo. A tamareira, porém, não tolera solo encharcado.
Áreas de Caatinga e Cerrado podem oferecer solos arenosos e bem drenados. Para a tamareira, escolher um terreno que evite o excesso de água é essencial para o desenvolvimento das raízes.
O cultivo começa com mudas sadias e adaptadas, de preferência certificadas. A recomendação descrita é plantá-las em solo arenoso, com pH entre 7 e 8, e sol pleno durante o dia.
O clima quente e seco favorece a cultura, mas não elimina a necessidade de manejo técnico. Irrigação eficiente, polinização e controle fitossanitário são etapas importantes do cultivo.
Uma parceria entre Bahia e Emirados Árabes Unidos prevê investimento de US$ 4 milhões e o plantio de 10 mil mudas, com testes em Barreiras e Riachão das Neves.
O projeto reúne órgãos e parceiros do setor, e prevê quarentena fitossanitária no Cenargen. A medida busca verificar a sanidade do material vegetal antes de avançar com os plantios.
Com preço em torno de R$ 70 por quilo no mercado brasileiro, a tâmara pode atrair produtores. Mas a cultura ainda é recente no país e exige investimento, técnica e planejamento de longo prazo.
Quem pensa em cultivar tâmara no Brasil deve acompanhar os projetos-piloto no Oeste baiano e no Vale do São Francisco, buscar mudas certificadas e apoio técnico de instituições como a Embrapa.
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