Mercado & Futuro
Entenda as cotações, os impactos e as perspectivas para 2026
O preço do cacau vive forte oscilação em junho de 2026. A queda histórica preocupa produtores e indústrias e reacende o debate sobre os rumos do mercado brasileiro.
Na ICE, o cacau está em cerca de US$ 2.300 por tonelada, abaixo dos US$ 3.100 do fim de 2024. No Brasil, o cacau fino e nacional varia de R$ 13.000 a R$ 15.000 por tonelada.
Após atingir um recorde em outubro de 2024, o preço recuou gradualmente. Problemas climáticos na Costa do Marfim impulsionaram a alta, antes da recuperação da produção africana.
A Costa do Marfim e Gana elevaram a produção após anos de quebra de safra. A recuperação da oferta global é uma das principais causas da queda recente do preço do cacau.
Inflação global, menor consumo e desaceleração do chocolate premium na Europa pressionam os preços. A redução dos custos de transporte e frete também contribui para esse cenário.
Na Bahia, custos de insumos, mão de obra e manejo sustentável pesam na produção. Certificações de qualidade e venda direta podem ajudar a agregar valor ao cacau brasileiro.
A queda da matéria-prima não reduziu o preço do chocolate na mesma proporção: o cacau representa cerca de 30% do custo total, enquanto energia, embalagens e transporte também pesam.
Produtores que precisam de receita para operações ou dívidas podem ter pouca margem para adiar a venda. Quem dispõe de escala e reservas pode avaliar hedge e contratos futuros na ICE.
Preços mais baixos abrem espaço para investir em tecnologia e eficiência, mas pressionam margens, sobretudo de pequenos e médios negócios. Sustentabilidade e transparência também são desafios.
No segundo semestre, o preço pode se recuperar para US$ 2.500 a US$ 2.700 por tonelada, conforme clima e demanda. A médio prazo, a expectativa é de mercado mais equilibrado.
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