Mercado & Futuro
Milho lidera em grãos; milheto ganha espaço na resiliência do Cerrado
O milho é um dos principais grãos do Brasil; o milheto quase não aparece nas estatísticas oficiais, mas cobre cerca de 4 milhões de hectares no Cerrado.
A safra brasileira de milho 2024/25 chegou a 141,7 milhões de toneladas. Para 2025/26, a Conab estima 138,5 milhões em 22,5 milhões de hectares.
A produção de milho se concentra no Centro-Oeste, responsável por aproximadamente 54% do total nacional. A segunda safra é parte central desse protagonismo.
Originário da África, o milheto é uma gramínea anual de ciclo curto, entre 60 e 120 dias, tolerante à seca e com sistema radicular profundo.
O milheto pode se desenvolver em solos pobres e ácidos e com pouca água. Já o milho exige solo fértil, disponibilidade hídrica e maior tecnologia para performar.
As culturas não disputam exatamente o mesmo papel: o milho se destaca pela produção de grãos, enquanto o milheto ganha relevância como cobertura e forrageira.
No Cerrado, o milheto é usado como planta de cobertura e forrageira e avança como ferramenta estratégica da integração lavoura-pecuária.
O avanço do milheto acompanha o plantio direto, a integração lavoura-pecuária e a busca por mais resiliência climática no agronegócio brasileiro.
A janela de plantio do milho safrinha está cada vez mais curta. Atrasos podem aumentar os riscos de seca e geada para a cultura.
O milheto não substitui o milho: amplia as opções do campo como cobertura e forrageira, enquanto o milho segue como gigante da produção nacional de grãos.
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