Bem-Estar Animal
Conheça a palma forrageira e seu papel na pecuária do Nordeste
A falta de chuva ameaça a alimentação dos rebanhos no Nordeste. Resistente à estiagem, a palma forrageira continua crescendo e pode produzir de 150 a 300 toneladas por hectare ao ano.
A palma forrageira armazena água em seus cladódios, conhecidos como pencas. Essa característica ajuda a planta a resistir à seca e oferece alimento rico em água e energia para o gado.
Com manejo adequado, a palma pode manter a oferta de forragem quando outras culturas murcham. Assim, ajuda pecuaristas a alimentar os animais durante períodos de pouca chuva.
A palma é apresentada como alternativa para reduzir custos e melhorar a produtividade leiteira. Seu uso também contribui para manter a alimentação do rebanho em períodos de estiagem.
Para plantar, prefira terrenos arenosos e bem drenados. O excesso de umidade pode prejudicar o desenvolvimento da palma, por isso o local e o preparo do solo fazem diferença.
O espaçamento indicado é de 1 metro entre linhas por 0,5 metro entre plantas. Use cladódios saudáveis e enterre-os parcialmente, de preferência no período chuvoso.
Sistemas agrovoltaicos e programas de melhoramento genético estão entre as tendências citadas para otimizar o cultivo e aprimorar a resistência e o valor nutricional da palma.
Herbicidas exigem cautela no cultivo da palma, que é sensível a alguns produtos. O controle de plantas daninhas entre linhas deve evitar contato direto com os cladódios.
A palma pode ajudar a reduzir custos, apoiar a produção de leite e assegurar alimento ao rebanho na estiagem. Seu cultivo fortalece a pecuária e a economia rural no Nordeste.
Em condições adequadas, a palma leva de 30 a 60 dias para enraizar e começar a crescer. Umidade do solo e clima influenciam esse prazo; plantar no período chuvoso favorece o pegamento.
Continue a leitura