Segurança Alimentar
Entenda o greening, seus sinais e as estratégias para proteger os pomares.
O greening já afeta cerca de 50% das plantas no cinturão citrícola brasileiro. A doença ameaça a produtividade e a sustentabilidade de um setor líder mundial em suco de laranja.
Também chamado de HLB ou amarelão dos citros, o greening é uma doença bacteriana incurável que atinge laranjeiras, limoeiros e tangerineiras. O nome descreve frutos que não amadurecem bem.
A bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus, predominante no Brasil, coloniza o floema, que transporta nutrientes. O psilídeo transmite a doença entre plantas cítricas.
O mosqueado amarelo assimétrico nas folhas é um sinal importante do greening e ajuda a diferenciá-lo de deficiências nutricionais. Ramos amarelos e frutos afetados também merecem atenção.
Não existe cura para o greening. Plantas jovens podem não produzir frutos comercializáveis, enquanto árvores adultas perdem frutos antes da hora e podem ter a produção inviabilizada.
A citricultura brasileira responde por 56% da produção mundial de suco de laranja e quase 80% do comércio internacional. O greening eleva os custos de produção entre 5% e 15%.
Comece com mudas certificadas de viveiros protegidos. Monitore o psilídeo com armadilhas e inspeções regulares e remova plantas doentes rapidamente para reduzir a disseminação.
O cinturão citrícola avança para Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Distrito Federal. A expansão, em parte, responde à pressão do greening sobre as regiões produtoras tradicionais.
Pesquisadores buscam variedades e porta-enxertos mais tolerantes ao HLB. O CPA Citros também estuda técnicas como edição genômica, com financiamento de R$ 90 milhões para cinco anos.
Mudas sadias, monitoramento frequente do psilídeo e erradicação rápida de plantas doentes formam a base do manejo. A cooperação entre produtores fortalece o controle regional.
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