O que o boletim da Conab de abril 2026 revela sobre a safrinha de milho no Centro-Sul
agropecfuturo.com.br
Safrinha de milho em alerta
O boletim da Conab em abril de 2026 revela um problema real: a restrição hídrica já atinge as lavouras de milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul, comprometendo o desenvolvimento das plantas.
A safrinha representa mais de 60% da produção nacional de milho. Essa seca afeta preços do grão, custo da ração animal e a produção de etanol, reverberando em toda a cadeia produtiva do país.
O fenômeno La Niña intensifica a seca, a lagarta-do-cartucho resiste ao Bt, e bloqueios atmosféricos impedem chuvas no Centro-Sul. Juntas, essas ameaças formam um desafio sem precedentes para 2026.
O segundo ciclo de milho, plantado após a soja, é vital para o agro brasileiro. Para 2025/26, a produção estimada é 109,1 milhões de toneladas, mais da metade da safra nacional, sob grande risco climático.
O milho safrinha é cultivado no sistema de sequeiro, que depende exclusivamente da umidade residual do solo. Sem irrigação, qualquer estiagem entre o segundo e terceiro trimestre compromete o cultivo.
O atraso na colheita da soja empurrou o plantio da safrinha para fora da janela ideal segundo o ZARC, especialmente no Paraná e Mato Grosso do Sul, aumentando o risco climático e reduzindo a produtividade.
Quem plantou em março enfrenta condições piores, pois o florescimento e enchimento dos grãos coincidem com o período mais seco do ano, agravando o estresse hídrico e impactando o rendimento final.
O ZARC indica as melhores janelas de plantio para minimizar riscos climáticos. Respeitar essas datas é crucial para evitar perdas, especialmente em regiões vulneráveis ao déficit hídrico.
Enfrentar La Niña, pragas resistentes e bloqueios atmosféricos exige estratégias de manejo eficientes. A adaptação ao clima e controle integrado de pragas são fundamentais para garantir a safra.
Garantir a produtividade da safrinha 2026 é essencial para o agro brasileiro. Investir em técnicas sustentáveis, monitoramento climático e manejo adequado pode minimizar perdas e fortalecer toda a cadeia.