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Principais Estados Produtores de Algodão no Brasil: Ranking, Produção e Área Plantada

Principais Estados Produtores de Algodão no Brasil: Ranking, Produção e Área Plantada

 

O Brasil consolidou-se como o maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos na safra 2023/24. Esse marco reflete o avanço tecnológico, a expansão territorial e o fortalecimento da cadeia produtiva nacional. Contudo, a produção está cada vez mais concentrada em poucos estados, especialmente Mato Grosso e Bahia, que juntos respondem por mais de 90% do volume nacional.

Para a safra 2025/26, as projeções indicam uma colheita de aproximadamente 3,80 milhões de toneladas de pluma em cerca de 2,02 milhões de hectares, segundo o 5º levantamento da Conab (fevereiro de 2026). Uma novidade importante é o recuo esperado de 6,7% na produção, influenciado por custos elevados e preços baixos da pluma, que têm levado produtores a migrar para outras culturas em áreas marginais.

Este artigo traz um panorama detalhado dos estados produtores de algodão no Brasil, apresentando ranking, dados específicos por região, evolução histórica e os desafios que marcam o atual momento do setor. A intenção é oferecer uma visão realista e fundamentada para quem atua no agronegócio ou acompanha o mercado cotonicultor.

O que Você Precisa Saber

  • Mato Grosso domina o cenário nacional, com cerca de 73,5% da produção total estimada para a safra 2025/26, graças à combinação de clima favorável, tecnologia e infraestrutura logística.
  • Bahia mantém a segunda colocação, com 17,2% da produção, e caminha para sua segunda maior safra histórica, impulsionada pelo Oeste Baiano e expansão da área irrigada.
  • Além de MT e BA, estados como Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Mato Grosso do Sul vêm ganhando espaço, embora representem juntos menos de 10% da produção nacional.
  • O Brasil, agora maior exportador mundial, embarcou 2,83 milhões de toneladas em 2024/25, com destaque para destinos como China e Vietnã, e projeta crescimento de 13% nas exportações para 2025/26.
  • O cenário de preços baixos e custos altos pressiona a rentabilidade, provocando migração parcial do algodão para outras culturas, o que pode influenciar a dinâmica da próxima safra.

Ranking dos Estados Produtores de Algodão no Brasil na Safra 2025/26

Posição Estado Participação Nacional Produção Estimada (pluma) Observações
Mato Grosso ~73,5% ~2,67 mi t Maior produtor; área de 1,38 mi ha (–11,1%)
Bahia ~17,2% ~650 mil t Caminho para 2ª maior safra da história
Goiás ~1,65% ~63 mil t Estabilidade de área
Maranhão ~1,57% ~60 mil t Expansão da 1ª safra, retração da 2ª
Mato Grosso do Sul ~1,53% ~34 mil t 32 mil ha; produtividade 2,01 t/ha
Minas Gerais ~1,25% ~48 mil t Expansão do irrigado, retração do sequeiro
Piauí ~1,21% ~46 mil t Leve incremento de área
Rondônia ~0,48% ~18 mil t Leste rondoniense
Tocantins ~0,29% ~11 mil t Sudoeste, predominantemente irrigado

“O que separa Mato Grosso dos demais estados produtores de algodão não é apenas a escala, mas a combinação única de clima, tecnologia e uma logística pensada para grandes volumes.” – Análise de mercado IMEA, 2026
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Mato Grosso: Líder Absoluto da Cotonicultura Brasileira

Por que Mato Grosso Concentra Mais de 70% Da Produção

Mato Grosso oferece janelas climáticas ideais para o cultivo do algodão, especialmente na segunda safra, que ocorre logo após a soja. O cerrado mato-grossense tem condições favoráveis, com períodos secos e quentes que potenciam a qualidade da fibra.

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A escala das propriedades é um diferencial: grandes fazendas com elevada tecnificação, que incluem irrigação por pivô central, garantem maior produtividade e eficiência. O programa Proalmat, lançado nos anos 1990, concedeu incentivos fiscais que impulsionaram o desenvolvimento da cotonicultura regional.

Além disso, a logística é estratégica. O corredor norte formado pela BR-163 e o Arco Norte facilita o escoamento da produção para os portos de Miritituba e Itaqui, reduzindo custos e tempo de transporte.

Safra 2025/26 Em Mato Grosso (números IMEA)

  • Área plantada: 1,38 milhão de hectares (queda de 11,1% em relação a 2024/25)
  • Produção em caroço: 6,14 milhões de toneladas (redução de 16,04%)
  • Produtividade da pluma: 1.880 kg/ha (StoneX)
  • Rentabilidade apertada tem levado a migração para milho na segunda safra em talhões menos produtivos

Principais Regiões Produtoras Dentro de Mato Grosso

  • Norte mato-grossense (Sorriso, Sapezal, Campo Novo do Parecis) — concentra 52,93% da produção nacional
  • Sudeste mato-grossense (Primavera do Leste, Pedra Preta) — participa com 11,9%
  • Nordeste mato-grossense (Querência, Canarana) — representa 6,93%
Bahia: A Potência do Oeste Baiano

Bahia: A Potência do Oeste Baiano

Como o Oeste Baiano Virou o 2º Polo Nacional

O Oeste da Bahia, especialmente municípios como Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério e Formosa do Rio Preto, consolidou-se como o segundo maior polo cotonicultor do país. A mesorregião do Extremo Oeste Baiano responde por cerca de 17,16% da produção nacional.

O solo de cerrado, aliado à topografia plana e altitude ideal, favorece tanto o cultivo de sequeiro quanto o irrigado, diversificando a produção. A expansão da irrigação tem compensado a redução da área de sequeiro, contribuindo para a regularidade da safra.

Safra 2025/26 Na Bahia

  • Redução da área de sequeiro, compensada pelo crescimento da área irrigada
  • Chuvas regulares e temperaturas favoráveis possibilitam a segunda maior safra da história do estado
  • Bahia é referência nacional em certificação Better Cotton, garantindo sustentabilidade e qualidade na produção
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Os Estados Emergentes: Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul (Chapadão do Sul, Costa Rica)

Com 32 mil hectares plantados, Mato Grosso do Sul estima uma produção de 64,4 mil toneladas, com produtividade média de 2,01 t/ha — uma das maiores do país. O crescimento recente vem junto a investimentos em algodoeiras na região do Bolsão, apontando para expansão futura.

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Goiás e Minas Gerais (Cerrado Mineiro)

As lavouras estão concentradas principalmente em Cristalina (GO) e no Triângulo Mineiro e Noroeste de Minas Gerais. A irrigação por pivô central é um destaque, embora Minas Gerais tenha registrado redução da área cultivada devido a granizo e desistência de produtores na janela de plantio.

Maranhão e Piauí (Matopiba)

A região do Matopiba, que engloba o sul do Maranhão (Balsas) e o sudoeste do Piauí (Uruçuí), é uma fronteira agrícola consolidada. O Maranhão tem ampliado a 1ª safra de algodão, substituindo áreas antes destinadas à soja. Contudo, o avanço do cultivo enfrenta desafios, como a pressão de pragas vindas das lavouras vizinhas.

Como Evoluiu a Produção Brasileira de Algodão: Série Histórica

Como Evoluiu a Produção Brasileira de Algodão: Série Histórica

Safra Área (mil ha) Produtividade (kg/ha) Produção (mil t pluma)
2019/20 1.665,6 1.802 3.001,6
2020/21 1.370,6 1.721 2.359,0
2021/22 1.600,4 1.596 2.554,1
2022/23 1.663,7 1.907 3.169,9
2023/24 1.944,2 1.904 3.701,4
2024/25 (recorde) 2.085,6 1.954 4.076,1
2025/26 (est.) 2.018,1 1.884 3.803,0

“A produção brasileira de algodão cresceu de forma consistente na última década, mas a safra 2025/26 representa uma inflexão importante, com queda esperada após anos de expansão.” – Conab, 2026

Brasil no Mercado Global: Maior Exportador Mundial de Algodão

O Brasil se consolidou como maior exportador mundial de algodão desde a safra 2023/24, ultrapassando os Estados Unidos. Em 2024/25, o país embarcou 2,83 milhões de toneladas, gerando receita de US$ 4,85 bilhões. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) projeta para 2025/26 um crescimento de 13% nas exportações, chegando a 3,2 milhões de toneladas.

Os principais destinos são a China (32%), Vietnã (19%), Bangladesh, Turquia e Paquistão. A cadeia produtiva do algodão movimenta mais de 30 mil empresas e gera aproximadamente 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos no Brasil, mostrando sua relevância socioeconômica.

Os Desafios da Safra 2025/26

Preços e Rentabilidade

A cotação da pluma vem em queda há três ciclos consecutivos, pressionando a rentabilidade dos produtores. Os custos crescentes de defensivos, fertilizantes e juros dificultam a manutenção da atividade. Em áreas marginais, essa realidade tem levado muitos cotonicultores a substituir o algodão pelo milho na segunda safra, buscando maior segurança econômica.

Clima

O período de transição do La Niña para condição neutra entre fevereiro e abril de 2026 traz incertezas climáticas. Há risco de escassez hídrica no sul de Mato Grosso e episódios pontuais de veranicos no Paraná e no norte do Maranhão, fatores que podem impactar a qualidade e o rendimento das lavouras.

Indústria Têxtil Interna

O consumo interno de algodão se mantém estável em torno de 720 mil toneladas, mas juros elevados têm travado investimentos em fiação e confecção, limitando o crescimento do mercado doméstico. Isso reforça a dependência do Brasil do mercado externo para escoar sua produção.

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Perguntas Frequentes

Qual o Maior Estado Produtor de Algodão do Brasil?

Mato Grosso é o maior estado produtor de algodão do Brasil, responsável por cerca de 73% da produção nacional na safra 2025/26. A produção estimada é de aproximadamente 2,67 milhões de toneladas de pluma, consolidando sua liderança graças a condições climáticas, escala e tecnologia avançada.

Quanto Algodão o Brasil Produz por Ano?

Para a safra 2025/26, a Conab estima uma produção de 3,80 milhões de toneladas de pluma em cerca de 2,02 milhões de hectares. A safra recorde ocorreu em 2024/25, com 4,08 milhões de toneladas, refletindo o crescimento da cotonicultura nas últimas temporadas.

O Brasil é O Maior Exportador de Algodão do Mundo?

Sim. Desde a safra 2023/24, o Brasil superou os Estados Unidos e se mantém como maior exportador mundial de algodão. A projeção para 2025/26 é de 3,2 milhões de toneladas exportadas, com destaque para mercados asiáticos como China e Vietnã.

Onde se Planta Algodão no Brasil?

O algodão é cultivado principalmente nos cerrados de Mato Grosso, no Oeste da Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, sul do Maranhão e sudoeste do Piauí, região conhecida como Matopiba. Essas áreas combinam clima adequado, solos favoráveis e infraestrutura para produção em larga escala.

Por que Mato Grosso Lidera a Produção de Algodão?

Mato Grosso lidera a produção nacional devido à combinação de fatores: escalas de produção elevadas, alto grau de tecnificação, janelas climáticas ideais para a segunda safra de algodão após a soja e incentivos fiscais do programa estadual Proalmat, que estimulou o crescimento desde os anos 1990.