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Variação de Fretes Sobe 18% E Empresas Apontam Cinco Gargalos Logísticos para 2026

Variação de Fretes Sobe 18% E Empresas Apontam Cinco Gargalos Logísticos para 2026

Operadores de transporte e gestores de cadeia de suprimentos mapeiam cinco gargalos logísticos principais para 2026, enquanto a variação média dos fretes registra alta de 18% no último trimestre. A análise foi divulgada por consórcios setoriais e associações de logística em levantamento concluído nesta semana em São Paulo.

O aumento dos custos foi explicado por restrições de capacidade, elevação do preço dos combustíveis e maiores exigências regulatórias. Especialistas alertam para riscos de ruptura no escoamento de produtos em centros urbanos e portos, com impacto direto na inflação e nas perdas por deterioração de carga.

Capacidade de Caminhões Reduz 12% Em Rotas Interestaduais Até 2026

Estimativas do setor indicam queda de 12% na disponibilidade de caminhões nas principais rotas interestaduais até o fim de 2026. A redução decorre da aposentadoria de frotas antigas, menor atratividade da atividade e falta de motoristas qualificados.

Empresas relatam que janelas de coleta aumentaram e prazos de entrega tornaram-se mais incertos. Comparado a 2023, o tempo médio de espera no carregamento subiu dois dias, pondo pressão sobre estoques e levando a pedidos de frete mais caros.

Como desdobramento, gestores têm renegociado contratos de nível de serviço e buscado contratos de longo prazo com transportadoras. A estratégia visa garantir capacidade mínima e reduzir o impacto de oscilações de oferta na ponta da cadeia.

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Portos com Filas de Navios Aumentam 30% E Elevam Custos de Armazenagem

Levantamento dos terminais portuários mostra que o número médio de navios aguardando atracação aumentou 30% em tráfego de contêineres. Esse gargalo pressiona os custos de armazenagem e atrasa a liberação de cargas para distribuidores e indústrias.

O atraso ocorre por combinação de falta de mão de obra, checagens sanitárias mais rígidas e limitação em retroáreas. Empresas importadoras reportam demurrage mais frequente e penalidades que transferem custo ao consumidor final.

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Operadores propõem aumento de janelas operacionais e investimentos em digitalização de processos aduaneiros. Autoridades portuárias avaliam medidas emergenciais para reduzir tempo médio de processamentos e recuperar fluidez nos terminais.

Variação de Fretes Acumula Alta de 18% E Pressiona Margem das Indústrias

Variação de Fretes Acumula Alta de 18% E Pressiona Margem das Indústrias

Os preços médios de frete rodoviário e marítimo acumularam alta de 18% nos últimos doze meses, segundo associações comerciais. A variação é atribuída ao aumento do diesel, aos gargalos de capacidade e a maior demanda por transporte expresso.

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Indústrias do setor alimentício e químico relatam que o aumento dos custos tem corroído margens em setores já sensíveis ao preço. Algumas companhias repassaram parte do aumento ao preço final, enquanto outras absorveram custo para manter competitividade.

Como consequência, negociações contratuais priorizam cláusulas de reajuste e mecanismos de compartilhamento de risco entre embarcadores e transportadores. A prática reduz exposição a variações repentinas, mas aumenta a complexidade dos contratos logísticos.

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Armazenagem com Ocupação Média de 92% Eleva Perdas por Deterioração em 15%

Centros de distribuição reportam ocupação média de 92% em 2026, com estoques mais longos e rotação reduzida. A alta ocupação tem contribuído para aumento de perdas por deterioração, que subiram 15% em produtos perecíveis.

Gestores apontam que espaços limitados e fluxo ineficiente elevam tempo de movimentação interna. A combinação de armazenagem saturada e janelas estreitas de retirada onera cadeias de frio e logística de última milha.

Para mitigar perdas, empresas investem em sistemas de previsão de demanda e em automação de armazenagem. Essas soluções prometem reduzir rupturas e otimizar layout, mas requerem capital e tempo para implementação em grandes operações.

Motoristas Representam 25% Da Força de Trabalho em Retirada; Déficit Aumenta Riscos

Motoristas Representam 25% Da Força de Trabalho em Retirada; Déficit Aumenta Riscos

O setor enfrenta déficit de motoristas com evasão equivalente a 25% da força de trabalho em segmentos rodoviários pesados. A saída está ligada a condições de trabalho, ausência de qualificação e envelhecimento da mão de obra.

Empresas têm relatado aumento de jornadas e maior rotatividade, afetando prazos e segurança nas entregas. A escassez tende a aumentar custos salariais e a obrigar empresas a oferecer incentivos para reduzir rotatividade.

Medidas propostas incluem programas de capacitação, melhorias nas condições de descanso e digitalização de rotas. A longo prazo, a introdução de veículos autônomos aparece como alternativa, mas com barreiras regulatórias e de custo.

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Tecnologias Emergentes Reduzem Tempo de Processamento Aduaneiro em Até 40%

Investimentos em blockchain, inteligência artificial e integração eletrônica reduziram o tempo médio de processamento aduaneiro em até 40% em alguns corredores. Projetos-piloto mostram que a troca de documentos digitais acelera liberação de cargas.

O uso de dados em tempo real melhorou a previsibilidade logística e diminuiu reclamações por atrasos. Empresas que adotaram plataformas integradas registraram menor índice de erros em documentação e menos dias de retenção em alfândegas.

Especialistas defendem expansão dessas tecnologias para terminais menores e cadeias regionais. A escalabilidade depende de políticas de interoperabilidade e investimentos públicos-privados para padronização de sistemas.

Soluções Emergentes: Contratos Dinâmicos e Hubs Regionais Reduzem Perdas em 20%

Modelos de contrato dinâmico e implementação de hubs regionais têm mostrado redução de perdas logística em 20% nas operações piloto. Esses arranjos conectam centros de distribuição menores a malhas flexíveis de transporte.

Contratos dinâmicos permitem ajuste de preço e capacidade conforme demanda, diminuindo exposição a variações sazonais. Hubs regionais reduzem deslocamentos longos e aceleram o escoamento para varejo e atacado.

Gestores recomendam combinar essas práticas com monitoramento por telemetria e métricas de desempenho. A adoção ampla requer alinhamento entre embarcadores, operadores e autoridades para criar incentivos e mitigar riscos operacionais.

Em resumo, a previsão de gargalos logísticos para 2026 indica necessidade de ações coordenadas entre setor privado e poder público. A combinação de investimentos em tecnologia, contratos flexíveis e expansão de capacidade é apontada como caminho para garantir escoamento eficiente e reduzir perdas.

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